Intolerâncias alimentares: Como a Nutrição e a Microfisioterapia podem ajudar

October 17, 2016

 

  Nos últimos 18 anos a incidência de alergias alimentares cresceram em mais de 50%. No brasil são 2 milhões de alérgicos e intolerantes.

 

  Qual a diferença entre alergia e intolerância?

 

ALERGIA ALIMENTAR: reação específica do organismo, que envolve o sistema imunológico e produção de anticorpo da classe IgE específico para o alimento. A sensibilização pode ocorrer em qualquer idade.

 

INTOLERÂNCIA: no caso da intolerância alimentar a resposta exagerada do organismo não é feita através do sistema imune. Muitas vezes a intolerância é causada pela produção insuficiente ou ausente do organismo de enzimas digestivas. A intolerância à lactose é um exemplo desta condição, que se caracteriza pela incapacidade de o organismo digerir a lactose, um açúcar naturalmente presente no leite.

 

HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR OU ALERGIA TARDIA Diferente dos efeitos imediatos da alergia mediada por IgE, as reações de sensibilidade a alimentos mediadas por IgG podem levar vários dias para aparecerem, por isso são chamadas de alergia tardia. Depressão, ganho de peso, dermatite, constipação, diarreia, artrite, fadiga, síndrome do intestino irritável e doenças autoimunes estão associadas à hipersensibilidade alimentar.

 

  Por que tantas alergias e intolerâncias?

 

  Metade de todas as calorias consumidas no planeta provem de apenas três alimentos: trigo, milho e arroz.

  Se o nosso planeta é um lugar abundante e com uma biodiversidade infindável, por que nossa alimentação é tão restrita a determinados alimentos?

 

  A segunda revolução agrícola teve início no século XIX. A monocultura (substituição da cobertura vegetal original com várias espécies de plantas, por uma única cultura) passa a ser a atual forma de cultivo e para o controle de pragas e doenças surgem os “Defensivos químicos”. 

  O consumo exagerado de um determinado alimento leva o nosso organismo a uma superexposição ao mesmo. Na natureza não existe determinados alimentos em abundância. São justamente estes alimentos que deveriam ser consumidos com moderação, já que a natureza não oferece em abundância e que com a agricultura se tornaram os mais consumidos pela humanidade.

  Mas o homem não se conteve em alterar apenas quantitativamente o trabalho da mãe natureza, ele decidiu que estes mesmos produtos deveriam ser alterados geneticamente para ter mais resistência e maior produtividade. Então surgiu a transgenia.

  Através da engenharia genética, genes são retirados de uma espécie animal ou vegetal e transferidos para outra espécie. Estes novos genes sofrem uma reprogramação, assim adquirindo características que não possuíam anteriormente.

  O maior problema em relação a estas alterações é que o DNA de quase todas as coisas é muito parecido, por exemplo, o DNA do ser humano e dos gatos são 90% idênticos. Entre um ser humano e uma banana há 50% de compatibilidade. As plantas entre si são quase idênticas. Geneticamente falando, conclui-se que são detalhes que diferem quase todos os seres vivos. Com isso surge um grande problema. Existe a possibilidade de que a alteração na sequência do DNA de algo seja idêntico à outra que já existe.  Com isso surge dois problemas. Um é que o organismo humano foi programado para reconhecer sequências de DNA que existem na natureza, caso ele não reconheça, ele vai querer expulsá-lo gerando um processo inflamatório. O segundo problema é quando o DNA é idêntico ao outro, como o caso do glúten alterado geneticamente, sua sequência de DNA é praticamente idêntica ao da tireóide.

 

  Com tudo isso onde entram as alergias e intolerâncias?

 

  Resumindo, o consumo massivo dos mesmos alimentos alterados geneticamente e repletos de agrotóxicos levam o organismo a reagir disparando reações inflamatórias e na incapacidade de criar enzimas para digerir certos alimentos. Lá no intestino, estas reações inflamatórias criam lesões em suas paredes criando rachaduras por onde partículas de alimentos os quais deveriam ser excretados, voltam para corrente sanguínea. Então anticorpos são formados para defesa do organismo em relação àquele corpo estranho, podendo levar a uma reação alérgica. Mas algo pior ainda pode acontecer. Se anticorpos específicos para aquelas partículas de alimentos alterados geneticamente foram criados, e por acaso nosso corpo possui órgãos e tecidos com o mesmo sequenciamento de DNA, os mesmos também serão atacados levando ao desenvolvimento de uma doença autoimune. Além de alergias cruzadas, que seriam outros alimentos com a sequência de DNA parecidas.

  A inclusão de alimentos antes da maturidade intestinal também é um grande causador de alergias e intolerâncias. Bebês devem receber leite materno exclusivamente até o sexto mês.  

 O Intestino possui muitas funções, produção de hormônios, microbiota intestinal e absorção de nutrientes.

 Quando o intestino é lesado pelas alergias e inflamações, a microbiota intestinal acaba morrendo, com isso a imunidade fica prejudicada e uma série de hormônios ficam com a sua produção prejudicada. Um exemplo é a serotonina. Uma baixa produção deste hormônio leva à apatia, desanimo e até mesmo depressão.

  Nem sempre percebemos estas alergias e intolerâncias, elas podem manifestar-se de diversas formas: desconforto gástrico, azia, gazes, constipação, diarreia, coceira, rinite, sinusite, muco, dificuldade de emagrecer, dificuldade de manter o peso...

  O corpo é nosso templo e a natureza é perfeita, ela fornece tudo na medida exata. Pense o que teria de disponível em uma selva, nosso corpo foi projetado para nutrir-se destes alimentos. 

 

  Como tratar:

 

  Primeiramente é necessário detectar e retirar por completo da alimentação todos os alimentos que possam estar causando a alergia ou intolerância. Dando tempo para que o trato gastrointestinal se recomponha. Além de outros cuidados como o repovoamento da microbiota intestinal.  

  O exame Food Detective é um teste simples e rápido, específico para identificar 59 alimentos diferentes que podem levar a produção de anticorpos IgG, os quais podem estar associados a intolerância a alimentos e na origem de diversas doenças.

  Desenvolvido e Produzido por Cambridge Nutritional Sciences Ltda. (OMEGA Group-UK). Utiliza a método ELISA para detecção de anticorpos IgG  para 59 diferentes alimentos. Para fazer o exame basta uma gota de sangue, do mesmo modo que um exame de glicose.

 

 Nutricionista Diuliana C. Tasso

 

 Como a Microfisioterapia pode ajudar:  A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico do corpo contra determinados alimentos. O sistema  imunológico é hiperativado e reage como se estivesse sendo atacado. Na    Microfisioterapia trabalhamos para que o corpo faça uma releitura, desvinculando a situação com  o alimento que traz desconforto, diminuindo muito esta reação do organismo a determinados alimentos. O élan vital do corpo é estimulado para que o próprio corpo revitalize suas funções.

 Numa visão psicossomática , quando nos tornamos intolerantes, a alimentação é só uma conseqüência do estado de intolerância da pessoa que não se adapta a situações, ambientes, pessoas..Torno-me intolerante internamente porque externamente tolero demais. Torno-me intolerante porque cheguei no meu limite de tolerância.

  Na Microfisioterapia estimulamos  a harmonização interna do organismo, a integração da função e a revitalização através da auto-cura.

 

  Fisioterapeuta Christiane Zapelini

 

 

Depoimento João Jair Tasso sobre sua intolerância alimentar 

 

 

  Ao voltar de uma viagem, comecei a sentir dores estomacais. Após uma endoscopia fui diagnosticado com uma gastrite bacteriana. Ao terminar o tratamento com antibióticos, os sintomas ainda não haviam desaparecido, na verdade, passaram a ficar piores, surgiram dores de cabeça, enjoo e indigestão.       Foi então que iniciei um tratamento nutricional. Realizei um exame para detectar os alimentos que poderiam estar causando estes desconfortos. Após, recebi uma dieta a qual segui, tendo que abdicar de alguns alimentos que eu costumava comer.  

  Então senti uma melhora considerável, porém ainda havia momentos que os desconfortos retornavam. Fui aconselhado a procurar a microfisioterapia e iniciei o tratamento concomitante com acupuntura.  

 Após 2 meses de tratamento todos os sintomas despareceram. Atualmente ainda devo evitar os alimentos os quais foram detectados no exame, consumindo-os esporadicamente, porém não tive mais dores e desconfortos. Minha qualidade de vida melhorou 100%.  


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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